Na Defesa

Diretor de Interior do Simers participa de debate em Júlio de Castilhos sobre a rediscussão do sistema de saúde brasileiro

24/06/2019

Uma grande rediscussão do Sistema Único de Saúde (SUS), englobando mudança de formato, alternativas de financiamento e gestão, e melhor relação entre prefeituras, estados e governo federal no âmbito da Saúde. Esses foram os principais temas debatidos no painel “Saúde, Poder Judiciário e Estado”, realizado na terça-feira (19) no Centro Cultural Álvaro Pinto, em Júlio de Castilhos. O evento, promovido pela Associação Comercial Cultural e Industrial de Júlio de Castilhos (ACCIJUC), reuniu o Diretor de Interior do Simers, Fernando Uberti Machado; o prefeito de Dom Pedrito, Mário Augusto Gonçalves; o advogado e especialista em direito médico Ricardo Jobim e o diretor executivo do Grupo Hospitalar Santiago, Ruderson Sobreira.

Debatedores defenderam mudanças no Pacto Federativo
Debatedores defenderam mudanças no Pacto Federativo

Em suas manifestações, os debatedores concordaram que é preciso mudar o Pacto Federativo e permitir que os municípios tenham mais acesso às verbas para a saúde. O diretor do Simers, Fernando Uberti, ressaltou que o atual Sistema Único de Saúde (SUS) não está funcionando. “É uma bomba-relógio que está estourando aos poucos”. Segundo ele, mesmo com uma gestão de excelência e maior financiamento, o sistema não funcionaria para a população na ponta. “Temos um sistema universal que atende a mais de 200 milhões de pessoas. Muitos estudos e realidades já vividas apontam que sistemas universais para grandes populações não funcionam”, enfatizou. Fernando Uberti destacou ainda que cada cidadão paga em torno de R$ 120 por mês para manter o SUS. Segundo Uberti, o sistema tem bases e pilares que levam ao uso irracional e à insustentabilidade econômica. “É impossível conciliar demandas infinitas com recursos finitos. Não pode funcionar bem um sistema em que os gestores públicos, os gestores hospitalares e a população, todos estão mal. Por tudo isso é que estamos propondo a rediscussão do SUS. No entanto, não defendemos necessariamente sua privatização. Queremos que ele funcione, na ponta e seja sustentável”. Ele reforçou ainda que essa será a grande discussão do país nos próximos anos, o que exigirá compreensão da população e união de lideranças.

Fernando Uberti destacou a importância da rediscussão do SUS
Fernando Uberti destacou a importância da rediscussão do SUS

O prefeito de Dom Pedrito reforçou que a revisão do Pacto Federativo é fundamental, pelo fato de que os recursos estão no poder central, longe dos municípios. “Temos uma burocracia que não nos permite acessá-los de forma ágil. Dessa forma, fica mais fácil judicializar”, disse. Ricardo Jobim acrescentou que, em vez de se discutir se os recursos devem ser públicos ou privados, precisa se constatar se o seu uso está dando certo ou não. “Falta dinheiro para Estados e município e o pacto federativo atual atinge a saúde de uma forma mais cruel”, salientou. Ruderson destacou que o Pronto Socorro de Santiago atende cerca de quatro mil pessoas, quando a recomendação seria para pouco mais de 600. “As judicializações cresceram mais de 130% nos últimos 10 anos. Muitas vezes o atendimento médico é procurado desnecessariamente”, comentou.

Mais de 200 participantes acompanharam o debate
Mais de 200 participantes acompanharam o debate

O Diretor Fernando Uberti concluiu afirmando que a grande prioridade da atual gestão do Simers é ser protagonista no processo de rediscussão e reforma do sistema de saúde brasileiro, e citou a formação de um Grupo de Trabalho, com profissionais de diferentes áreas, comandado pelo Simers com essa finalidade. Além disso, já estão sendo realizadas ações em Brasília, como a instalação de uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados, a pedido do sindicato, para estabelecer esse debate no Congresso Nacional.

O Diretor Fernando Uberti concluiu afirmando que a grande prioridade da atual gestão do Simers é ser protagonista no processo de rediscussão e reforma do sistema de saúde brasileiro, e citou a formação de um Grupo de Trabalho, com profissionais de diferentes áreas, comandado pelo Simers com essa finalidade. Além disso, já estão sendo realizadas ações em Brasília, como a instalação de uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados, a pedido do sindicato, para estabelecer esse debate no Congresso Nacional.

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