Defesa

Conheça algumas mulheres que mudaram a saúde

18/03/2016

No mês em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, confira uma lista de mulheres que fizeram a diferença na área da saúde. As descobertas e ações desenvolvidas por essas profissionais mudaram a medicina.

Foto Roberto Stuckert FilhoPRMargaret Chan
Diretora Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS)
Margaret Chan é uma médica chinesa formada pela Universidade de Western Ontario, no Canadá, que trabalha em saúde pública desde 1978. Ela liderou a OMS durante a epidemia do vírus Ebola e anunciou o fim da pandemia da gripe A. Seu início na OMS foi em 2003 e três anos depois foi eleita diretora geral da instituição.

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Gertrude Elion
Prêmio Nobel de Medicina em 1988
A bioquímica e farmacologista americana ganhou o Prêmio Nobel de Medicina por desenvolver drogas para o tratamento de leucemia e gota, doença provocada pelo excesso de ácido úrico, com James Black e George Hitchings. A escolha do campo de pesquisa foi decidida após a morte de seu avô, vítima do câncer.

 

Françoise Barré-Sinoussi
Descobriu o vírus HIV
A virologista francesa ganhou o Prêmio Nobel de Medicina por descobrir o vírus HIV, em 1983, juntamente com seus parceiros de pesquisa Luc Montagnier e Harald zur Hausen. A pesquisadora foi presidente da International AIDS Society (IAS).

letitiaLetitia Mumford Geer
Inventora da seringa
A americana registrou a patente da primeira seringa para aplicação de substâncias por um pistão, utilizada com apenas uma mão, em abril de 1899. A invenção de Letitia facilitou o trabalho dos profissionais da saúde. As seringas atuais são inspiradas no modelo criado no fim do século 19.

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Zilda Arns Neumann
Fundadora da Pastoral da Criança
Zilda foi uma médica pediatra e sanitarista que fundou a Pastoral da Criança e ajudou a criar o movimento que reduziu a mortalidade infantil no Brasil. A profissional também foi uma das que ajudou a propagar o uso do soro caseiro no país. Ela fez a graduação na Universidade Federal do Paraná e foi diretora de Saúde Materno-Infantil da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná.

RitaLobato

 

Rita Lobato
Primeira médica formada no Brasil
Rita nasceu em 1866 e formou-se em 1887, com a tese Paralelo entre os métodos preconizados nas operações cesarianas, na Bahia. Em Porto Alegre, na época, não havia faculdade de Medicina, então ela iniciou os estudos no Rio de Janeiro. Após a morte do marido, Rita Lobato se dedicou à política, sendo eleita a primeira vereadora do Rio Grande do Sul, na cidade de Rio Pardo.

Themis

 

Themis Reverbel da Silveira
Implantou o primeiro centro de transplante hepático especializado para crianças no sul do país
A gastroenterologista se tornou professora de graduação e pós-graduação em universidades como UFRGS e Ulbra. Ela fez doutorado em Genética e Biologia Molecular. Desde 2013, é diretora médica do Hospital da Criança Santo Antônio. Themis implantou o primeiro centro de transplante hepático especializado para crianças do sul do Brasil e até hoje atua intensamente na área de pesquisa.

CandidaCândida Neves
Primeira médica a realizar um diagnóstico de Aids no Rio Grande do Sul
A pneumologista se formou em Medicina em 1976 pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. Ela já trabalhou no Hospital Sanatório Partenon e na Secretaria da Saúde do Estado em 1978. Em 1989, fez mestrado em Pneumologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Cândida é especialista em Infectologia pela Sociedade Brasileira de Infectologia e foi a primeira médica a realizar um diagnóstico de Aids no Estado.

Adriana Melo
Primeira médica a relacionar o vírus da Zika e a microcefalia
Adriana é médica de gestações de alto risco na maternidade pública de Campina Grande, na Paraíba. Ela foi a primeira profissional a apresentar provas da relação entre o vírus Zika e a microcefalia. Após o aumento do número de casos de fetos com má formação cerebral na região e a ocorrência de sintomas do vírus em gestantes, Adriana pesquisou a possível ligação.

Exposição Mulheres e as Práticas da Saúde


Uma exposição, promovida pelo Museu de História da Medicina em parceria com o curso de Museologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), destaca a trajetória de médicas gaúchas. A mostra segue em cartaz no prédio da Fabico, na rua Ramiro Barcelos, 2.705, no bairro Santana, até o dia 31 de março. Mais informações pelo telefone (51) 3029-2900 ou através do e-mail educativo@muhm.org.br. A entrada é gratuita.
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