Médicos municipários decidem manter paralisação em Porto Alegre

Em assembleia realizada na sede do Simers, os médicos municipários de Porto Alegre decidiram nesta quarta-feira (08/ago) manter a paralisação dos serviços na rede pública de Saúde. A decisão acompanha a deliberação das demais categorias de servidores públicos do município, que horas antes votaram pela continuidade do movimento.

Conforme a decisão judicial, as unidades de Saúde do município funcionarão com apenas 50% da força de trabalho. O próprio Tribunal de Justiça reconheceu, em decisão liminar, a legalidade da paralisação. Ou seja: os servidores não poderão ter o ponto cortado.

Na assembleia, os servidores analisaram o trâmite dos projetos de lei que ameaçam sonegar alguns de seus direitos fundamentais, previstos desde o momento em que realizaram o concurso público. O PELO 007/2017 continua em regime de urgência e, se for aprovado, pode extinguir a licença-prêmio – um dos mecanismos criados para atrair e reter os profissionais na carreira municipal.

O diretor do Simers Jorge Eltz, que coordenou a assembleia, explica que o objetivo dos servidores é abrir uma mesa de negociação com o prefeito Nelson Marchezan Jr. e discutir a reposição salarial. Desde que assumiu a gestão, em janeiro de 2017, Marchezan descumpre regularmente a lei orgânica que prevê a correção anual dos vencimentos dos municipários. “Na verdade, o prefeito vende a ideia de que o município está quebrado para justificar a má gestão e a privatização dos serviços públicos, enquanto sobra dinheiro para aplicar em outras questões não-essenciais”, criticou ele.

O vereador Thiago Duarte, que é médico concursado da prefeitura de Porto Alegre, esteve presente na assembleia.