Zumbido no ouvido não é doença, mas sintoma de várias lesões

Diversas pessoas não percebem os malefícios que o som alto traz para o ouvido. Escutar músicas, utilizar fones ou ficar exposto aos barulhos no trabalho, a longo prazo, pode acabar afetando a capacidade de audição. As vezes causam danos irreversíveis.

Nos dias de hoje, existem aplicativos de celulares que medem a quantidade de decibéis que a pessoa estará exposta enquanto escuta música, tocando um “bip” quando alcançado um volume considerado acima do adequado.

O advogado Diego Mendes, 27 anos, acredita não fazer mal o som que escuta no ônibus. “Fico com ele alto para não ver o tempo passar. É o momento que tenho de ficar comigo mesmo”, diz.  Mas se engana.  De acordo com JAMA (Jounal of the American Medical Association), desde 1988, o aumento na utilização desses equipamentos chega a 40%.

A pedido da sociedade, o Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) regulamentou o selo de ruído para eletrodomésticos, informando os decibéis produzido pelo aparelho. A busca agora é conseguir levar ao Congresso Nacional a proposta de uma lei nos moldes das que existem na Suíça, onde em grandes shows ao ar livre, são distribuídos tampões e fones que protegem as células auditivas.

O dano não se percebe rapidamente. Tonteiras e zumbido podem ser indícios, mas quando a pessoa nota a dificuldade na audição o problema já está instalado. “Por isso a necessidade de exames mais seguidos, e não só em idosos como era de praxe”, ressaltou a medica. Os recorrentes  problemas relatados pela população motivaram inserir no calendário o Dia Mundial da Audição, datado para 03 de março.

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